[…] pois são completas as coisas quando acontecem depois de anunciadas por dentro, criando um estado capaz de receber o que virá de fora.

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a primeira vez que li algo da Ana Cristina foi na exposição de término de curso em que minha amiga Simone Barreto apresentava ao mundo suas delicadezas. nas paredes haviam frases lindas, mas havia uma que não me saía da cabeça: ‘te apresento a mulher que não tem segredo’.
algum tempo depois, me impregnando de cariocacidade, em um sebo no Catete, encontro os livros dela em preços honestos, o que me fez presentear com pessoas queridas esse estardalhaço de palavras.

que me desculpem todos os poetas, mas a poesia, em métrica e rima, não me apetece, mas Ana Cristina, ah, a Ana Cristina, minha gente, só lendo e tomando um copo d´água bem devagarizinho..

para leitura virtual:
http://www.4shared.com/document/vWlyLNO1/Ana_Cristina_Csar_-_A_teus_ps.html

Sobre uma paixão, a mesma conversa de sempre: fico submersa no oceano de linhas coloridas, fico monotemática, respiro tudo, absorvo esse outro mundo, me aposso, me equilibro entre o aqui e o acolá. Não é o ser alheio que me desperta a paixão. É como o outro me faz sentir as coisas.

Estudando Clarice Lispector de outros ângulos, mas ainda muito amadora.

‘Nádia Battella Gotlib reúne em Clarice Fotobiografia imagens da escritora Clarice Lispector. Para produzir o documento fotobiográfico, Nádia conheceu os lugares onde Clarice morou – Ucrânia, Itália, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Maceió, Recife, Rio de Janeiro – consultando arquivos em bibliotecas, hemerotecas e museus.

As fotos foram organizadas em ordem cronológica acompanhadas de dados históricos, não só de Clarice, como também do cenário de cada época.’

Mire e veja: o mais importante e bonito, no mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. E que me alegra, montão.
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.

Encerro meus e-mails com essa frase. É como um mantra as coisas bonias do João Guimarães Rosa. Me passo com a leitura das obras dele.
Tenho um carinho muito especial pelo Grande Sertão: Veredas, que foi lido, para mim, em voz alta, com sotaques e risos e espantos e alegria. Fui muito incentivada a lê-lo e acho que iniciei uma espécie de sonho conjugado no plural, meio que sem querer de um dia poder achar o amor de Diadorim.

Aí, Caio [merci, beibe!] me mostrou que alguém foi lá e fez: Juliana, o nome dela. Saiu percorrendo o sertão de Minas Gerais descobrindo os vários mundos de uma paixão e relatou pra gente também poder realizar.

Uma coisa bonita é que o livro não é vendido, ele é trocado por outro que é doado a uma biblioteca comunitária. Pesquisem. Se deliciem.

para saber o que eu não consegui explicar, e para adquirir um exemplar pra tu:
http://www.livrotravessia.com.br/

Esse resumo não é o meu – ainda!!

Esse livro conta a história de um menino que ainda criança, perde toda sua família na guerra civil do seu país: Serra Leoa.
Uma guerra que iniciou antes mesmo dele nascer, dois partidos brigavam pelo poder, e assassinavam uns aos outros mesmo sabendo que todos eram de uma mesma nação.
ISHMAEL BEAH, aos 12 anos de idade foi obrigado a lutar pela vida, mas não sabia que recompensa teria, porque não havia mais expectativas de viver feliz sem sua família. No começo lutava somente por comida, mas a cada tentativa de sobrevivência, mesmo se mantendo vivo,Ishmael sentia que um pedaço de si morria também.
Depois de certo tempo sozinho no mundo, começou a matar, pois era matar ou morrer naquele lugar onde leis não existiam mais. Com o passar do tempo, matava de uma forma cada vez mais cruel , só p/ superar o ultimo assassinato que havia cometido.Sua mente agora só pensava em mortes, guerras, e sofrimento. As vezes o único alimento que tinha eram drogas, ele mistura cocaína, maconha e pólvora, uma mistura explosiva que o deixava anestesiado de suas próprias atrocidades.
Mas depois de 2 anos envolvido c/ a guerra, a vida lhe proporciona uma surpresa, foi escolhido pela unicef, dentro do seu batalhão de guerrilha, p/ ser reabilitado e voltar a ter uma vida normal de um garoto de 15 anos.
Mesmo depois de reabilitado pelo unicef, seguiu fugindo da matança e de seus muitos fantasmas.
Hoje c/ 25 anos, Ishmael relata sua incrível experiência, que qualquer um de nós nunca imaginamos que uma criança possa passar, reside nos Estados Unidos em NovaYork e é formado pelo Oberlin College com Bacharelado em ciências políticas, é membro do comitê dos direitos da criança da ONG Human Rights Watch partcipa de diversos congresos sobre crianças afetadas pelas guerras, e não imaginaria que estaria vivo até hoje nem mesmo em escrever um livro.
Esta é uma lição de força e vida.

O ano de 2010 marca os 90 anos do nascimento de Clarice Lispector e os 50 anos da publicação de Laços de Família. É dessa coletânea de 13 contos, todos eles com fortes ligações sobre as relações estabelecidas entre as pessoas e animais (Uma galinha) com vínculos familiares.
O primeiro conto que li da Clarice, foi Feliz Aniversário, num livro didático de português, e me lembro perfeitamente do desconforto que eu senti durante todo o enredo: a família que vestira-se de uma capa de invisibilidade para com os afetos.
E como sou uma pessoa que invento coisas, estou relendo esse livro outra vez.

Vamos juntos?!
Ou você prefere, apenas, se informar sobre? Pois leia pelo menos esse resuminho ótimo!

Estou numa vibe egotrip e ando estudando minhas atitudes e minha caminhada. Uma boa dica é ter o mapa astral para dar uma embasada nos roteiros que a vida me oferece.
Sou uma pessoa muito curiosa e, então, esse livro (que não é meu) está sendo consumido como técnica de ampliar os meus aprendizados.
Aviso que, se tudo der certo, montarei tenda lilás de leituras para ler o seu mapa astral.